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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Tudo Começou Com o Controle Remoto

Como este é um assunto muito recorrente em minhas aulas, nunca é demais comentá-lo aqui no Cria. Antigamente, na televisão, programa era programa e intervalo era intervalo. Mas aí inventaram o controle remoto. Graças a este aparelhinho, diminuiu, e muito, o número de pessoas que continuavam ligados no canal durante o break comercial. Ficou mais fácil dar uma olhada na programação das outras emissoras. Ficou menos trabalhoso ter que suportar aquele blá-blá-blá de anunciantes. Para resolver este probleminha, os anunciantes, veículos e agências de publicidade criaram o "Product Placement", técnica que prevê inserção de marcas e/ou produtos em cenas de novelas, séries e filmes, comumente chamada no Brasil de merchandising.
Hoje, a realidade é bem diferente. No lugar de 5 canais, temos mais de 50 e ligar a TV para "zapear" virou um programa com muitos adeptos. Os anunciantes tiveram que se mexer de novo. A bola da vez é o desenvolvimento de conteúdo. A marca não entra em uma determinada novela, série ou filme. Ela desenvolve este tipo de conteúdo e tem total controle sobre a demonstração da utilização dos seus produtos. Tudo de uma forma muito sutil e discreta. O nome da nova técnica é "Branded Content" e já tem um novo exemplo no Brasil.
Trata-se da série "Tô Frito", da Nestlé, que terá 9 episódios exibidos na Band e na MTV. O vídeo abaixo, postado pela M&M Online explica melhor.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Mais de Branded Content

Como exemplo de branded content bem sucedido, podemos falar do curta-metragem criado pela Publicis Mojo de Auckland, na Nova Zelândia para a Schweppes. O filme criado por Lachlan McPherson, Nick Worthington, Karl Fleet e Patrick Hughes fala sobre amor e comunicação, temas de interesse de muita gente. O produto mal é notado, o importante é o tema. O curta, com duração de pouco mais de 12 minutos, foi "veiculado" apenas na internet. Viralizou e ganhou ouro no Cyber Lions de Cannes neste ano. Vale a pena assistir.


Novas Abordagens

Muito tem se falado sobre as novas maneiras que a publicidade tem encontrado de impactar o público-alvo. No meio visual, existe uma maneira bem simples de entender este movimento. Durante muito tempo, bastava colocar um comercial de 30 segundos no ar e todo mundo via. Aí inventaram o controle remoto. Muita gente passou a mudar de canal justo na hora do break comercial. Então os anunciantes foram para dentro dos programas, fazendo merchandising editorial e product placement. Mas então chegou a TV a cabo. Em vez de 5, os espectadores começaram a conviver com 50, 60 opções de canal. O programa favorito de muita gente, passa a ser zapear. E aí, os anunciantes inventaram o branded content. Ou seja, o negócio agora é gerar conteúdo. Pode ser formatos diferenciados de comerciais, programas, documentários e até curtas metragens. O objetivo quase sempre é oferecer um conteúdo, sobre um assunto de relevância para um determinado público. A marca em si, não precisa ter muito destaque. E aí, acabou? Não, com o desenvolvimento da TV digital, a tendência é que os anunciantes não só criem conteúdo, mas grades inteiras de programação. Quer dizer, é possível que, em um futuro muito próximo, existam canais exclusivos de anunciantes. No meio rádio, isso já é uma realidade. Oi, Mitsubishi e Sulamerica são exemplos bem sucedidos de marcas que dão nomes a emissoras.