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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Tudo Começou Com o Controle Remoto

Como este é um assunto muito recorrente em minhas aulas, nunca é demais comentá-lo aqui no Cria. Antigamente, na televisão, programa era programa e intervalo era intervalo. Mas aí inventaram o controle remoto. Graças a este aparelhinho, diminuiu, e muito, o número de pessoas que continuavam ligados no canal durante o break comercial. Ficou mais fácil dar uma olhada na programação das outras emissoras. Ficou menos trabalhoso ter que suportar aquele blá-blá-blá de anunciantes. Para resolver este probleminha, os anunciantes, veículos e agências de publicidade criaram o "Product Placement", técnica que prevê inserção de marcas e/ou produtos em cenas de novelas, séries e filmes, comumente chamada no Brasil de merchandising.
Hoje, a realidade é bem diferente. No lugar de 5 canais, temos mais de 50 e ligar a TV para "zapear" virou um programa com muitos adeptos. Os anunciantes tiveram que se mexer de novo. A bola da vez é o desenvolvimento de conteúdo. A marca não entra em uma determinada novela, série ou filme. Ela desenvolve este tipo de conteúdo e tem total controle sobre a demonstração da utilização dos seus produtos. Tudo de uma forma muito sutil e discreta. O nome da nova técnica é "Branded Content" e já tem um novo exemplo no Brasil.
Trata-se da série "Tô Frito", da Nestlé, que terá 9 episódios exibidos na Band e na MTV. O vídeo abaixo, postado pela M&M Online explica melhor.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Social Placement?



Já falamos aqui sobre as marcas que aparecem em filmes e novelas. Mas nunca é demais lembrar: o que, aqui no Brasil, é chamado de merchandising, tem um nome mais correto, Product Placement.
Mas, e quando o que é mostrado não é um produto ou serviço, mas um case de inclusão social, por exemplo? O nome seria Social Placement? Talvez, mas, aqui no Brasil, onde a técnica tem conquistado cada vez mais adeptos, o nome escolhido foi Merchandising Social.
A questão é que ONGs e Governos, de uns tempos para cá, começaram a perceber a força das novelas no Brasil. Elas criam moda, determinam comportamentos, emplacam músicas, vendem produtos... Por que não passar mensagens socialmente responsáveis?
O resultado é extremamente positivo: ganha a sociedade, com comportamentos mais responsáveis, ganha a emissora, com uma imagem mais positiva.
Leia mais sobre o assunto aqui.

Fonte > Terra Magazine - Bob Fernandes

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Não é Merchandising

Aqui no Brasil existem algumas distorções em relação aos termos corretos de algumas ferramentas comunicacionais. Uma delas é o famoso "merchandising". Toda vez que uma fachada de banco, plástico de cartão de crédito ou rótulo de bebida aparece em um filme ou novela, as pessoas logo dizem que aquela marca está fazendo merchandising. Não. O que ela está fazendo é Product Placement!
Merchandising é exposição, promoção e venda no ponto de venda. Merchandising editorial é exposição, promoção e venda em programas de TV, de Rádio ou nos informes publicitários de mídia impressa.
Pronto, agora que já expliquei, podem ver o bom vídeo sobre publicidade no cinema que foi veiculado no programa What's On da Universal Channel. E quando a locutora falar em merchandising, apertem a tecla SAP e entendam Product Placement.



Fonte > Blogcitário

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Novas Abordagens

Muito tem se falado sobre as novas maneiras que a publicidade tem encontrado de impactar o público-alvo. No meio visual, existe uma maneira bem simples de entender este movimento. Durante muito tempo, bastava colocar um comercial de 30 segundos no ar e todo mundo via. Aí inventaram o controle remoto. Muita gente passou a mudar de canal justo na hora do break comercial. Então os anunciantes foram para dentro dos programas, fazendo merchandising editorial e product placement. Mas então chegou a TV a cabo. Em vez de 5, os espectadores começaram a conviver com 50, 60 opções de canal. O programa favorito de muita gente, passa a ser zapear. E aí, os anunciantes inventaram o branded content. Ou seja, o negócio agora é gerar conteúdo. Pode ser formatos diferenciados de comerciais, programas, documentários e até curtas metragens. O objetivo quase sempre é oferecer um conteúdo, sobre um assunto de relevância para um determinado público. A marca em si, não precisa ter muito destaque. E aí, acabou? Não, com o desenvolvimento da TV digital, a tendência é que os anunciantes não só criem conteúdo, mas grades inteiras de programação. Quer dizer, é possível que, em um futuro muito próximo, existam canais exclusivos de anunciantes. No meio rádio, isso já é uma realidade. Oi, Mitsubishi e Sulamerica são exemplos bem sucedidos de marcas que dão nomes a emissoras.