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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Cemitério de Ideias

Liberdade criativa em agência é utopia. Publicidade é negócio, envolve grana. E ninguém quer perder dinheiro, certo? Quem investe em qualquer coisa, exige retorno. Em comunicação não seria diferente. E aí, no processo que vai do nascimento da ideia até a peça ser veiculada, sobram tentativas de assassinar as grandes sacadas. Contra este exército hóstil, ultimamente denominado de ROI, muita coisa boa morre. Mas o que sobrevive, fica memorável. Boa ideia em propaganda é aquela que esvazia a prateleira do cliente de produto e enche a da agência de prêmios. O resto é reclamação. E até que tem algumas bem divertidas.












quarta-feira, 10 de março de 2010

Sempre a Criatividade

Na última aula de Redação Publicitária, depois de falar que a criatividade é o elemento fundamental para que haja engajamento e lembrança do público-alvo em relação a qualquer marca, um aluno me perguntou o motivo de lembrarmos de tantas campanhas ruins ou sem graça como as de varejo, por exemplo.
As campanhas publicitárias, principalmente os comerciais de televisão, causam maior ou menor grau de lembrança por dois motivos. Existe a lembrança quantitativa e a lembrança qualitativa. A primeira é a que mais nos atormenta. Com altíssimos investimentos em mídia, a campanha invade nossa vida em vários momentos do dia. Impossível não notar, impossível não guardar na memória. Trata-se de uma violência. É a marca entrando à força em nossas cabeças.
Já a memória qualitativa é muito mais generosa. Ela não depende de repetições. Quando uma campanha tem uma ideia original, adequada, pertinente e relevante, basta uma inserção. E não nos esquecemos mais. "1984", da Apple, "Take the first step", Johnnie Walker, "Hitler", Folha de São Paulo, são apenas alguns exemplos.
Para ajudar no entendimento desse assunto, vale ler o artigo publicado pela Ad Age e traduzido em edição da Meio & Mensagem. Patrick Sarkissian, CEO da Sarkissian Masoni, agência de inovação digital, fala sobre o perigo da influência do "quantitativo" na cabeça dos criativos.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

11 de Setembro Ainda Causa Vítimas


Nunca é demais lembrar: criatividade publicitária é originalidade + adequação + pertinência. E foi exatamente este último fator que faltou aos criativos Adriano Matos, Rodolfo Sampaio e Guilherme Jahara, além da agência DM9DDB, ao criarem peça para a WWF.
O anúncio, veiculado em jornal de São Paulo ainda não identificado, está gerando uma grande polêmica e muita briga entre as duas organizações. A WWF afirma que nunca pediu, nunca viu, nem tampouco aprovou a peça. A DM9 diz que foi chamada, trabalhou no job, apresentou o anúncio e teve aprovação de "instâncias intermediárias" da WWF.
Mas toda esta celeuma está acontecendo porque a peça foi inscrita em um prêmio (seria fantasma?), vista por americanos e considerada impertinente por todos. O anúncio mostra um céu de Nova Iorque infestado de aviões e as torres gêmeas ainda de pé. O título diz: "O Tsunami matou 100 vezes mais pessoas do que o 11 de setembro. O planeta é brutalmente poderoso. Respeito-o. Preserve-o."
"Brincar" com temas polêmicos é muito perigoso porque pode ter efeito contrário, funcionar como anti-propaganda. O ataque terrorista ao World Trade Center está prestes a completar 8 anos. E ainda é um assunto muito delicado. Usá-lo como gancho criativo para qualquer coisa é, no mínimo, irresponsável. Se, como dizia a Pirelli, potência não é nada sem controle, criatividade não é nada sem pertinência.
Leia mais sobre a polêmica aqui.