terça-feira, 30 de novembro de 2010

Emocional

Hoje falei com os meus alunos sobre linguagem emocional. Sobre como este tipo de mensagem funciona no Brasil. Afinal, vivemos em um país bastante sentimental, formado por pessoas que gostam de se emocionar. Quando uma marca oferece um momento de emoção, gera simpatia e admiração. É o que acontece no novo filme da AlmapBBDO para O Boticário. Reparem na história, na música, na chuva, nas cenas em câmera lenta, nos casais, grupos de amigos e famílias. Está tudo lá. E o resultado é um grande filme:

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Humor Sacana

Quando falo sobre a linguagem do humor com os meus alunos, sempre digo: cuidado. O humor é uma linguagem muito boa, causa simpatia e admiração. Mas não é difícil vermos ideias que escorregam e descambam para a impertinência, fazendo brincadeiras com temas sérios ou piadas de gosto duvidoso. Neste sentido, chamo atenção para a sacanagem. Não tem jeito, o humor brasileiro é sacana. Adoramos rir quando alguém se dá mal. O problema é quem será a vítima da piada. Vale tomar cuidado com alguns grupos como idosos, mulheres e minorias em geral. E dos tipos de humor sacana em publicidade, o que mais gosto é aquele que sacaneia o prórpio produto ou serviço que se deseja vender. Rir de si mesmo é uma postura sensacional, que demonstra segurança e um grande senso de humor. A campanha da Topper para divulgar o Rugby no Brasil, criada pela Talent, usa este tipo de humor. E, depois de uma primeira fase bem legal, eles voltaram com filmes espetaculares. Vejam e morram de rir.





sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Cemitério de Ideias

Liberdade criativa em agência é utopia. Publicidade é negócio, envolve grana. E ninguém quer perder dinheiro, certo? Quem investe em qualquer coisa, exige retorno. Em comunicação não seria diferente. E aí, no processo que vai do nascimento da ideia até a peça ser veiculada, sobram tentativas de assassinar as grandes sacadas. Contra este exército hóstil, ultimamente denominado de ROI, muita coisa boa morre. Mas o que sobrevive, fica memorável. Boa ideia em propaganda é aquela que esvazia a prateleira do cliente de produto e enche a da agência de prêmios. O resto é reclamação. E até que tem algumas bem divertidas.












segunda-feira, 30 de agosto de 2010

São João de Prata

A campanha de São João para e Rede Bahia, criada por mim e Edgar Santos e com direção de criação de Wanderley Gomes, ganhou medalha de prata no Colunistas Norte/Nordeste, categoria Meios de Comunicação. Um parabéns bem grande a toda Bahia Comunicação pela diposição e profissionalismo, marca registrada da agência.

A produção das ilustrações em 3D é de Romulo Santin, da Bahia FX.









quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A Velha Fonte Nova

Eu tinha 4 anos de idade quando fui à Fonte Nova pela primeira vez. O ano era 1977 e o Bahia tinha um grande time. Naquele dia, com um gol de César Maluco, o tricolor bateu o azulino demolidor de campeões, o Galícia, por 1 a 0. Não esqueço. Assim como não esqueço a maior parte das emoções que vivi em um dos maiores estádios que o Brasil já teve.
Foi lá que vi Fito chutar do meio campo, Gelson engolir um frango e o Bahia ser Hepta-Campeão estadual. Foi lá que vi Douglas dominando o meio de campo, Sapatão anulando atacante, Dadá Maravilha parando no ar feito helicóptero e beija-flor, Osni partindo pra cima dos zagueiros, Cláudio Adão cabeceando certeiro, Zanata cruzando de um jeito que só ele sabia cruzar, Charles fazendo a rede estufar. Foi lá que eu vi Bobô desfilando elegância, Zé Carlos e sua inteligência, Paulo Rodrigues organizando a saída de bola, Naldinho fazendo gol de calcanhar na última hora, Marcelo marcando de bicicleta, Nonato batendo no peito e emocionando a galera.
Na Fonte Nova, vi o Bahia perder jogos bobos, conseguir vitórias impossíveis, a realidade virar sonho que arrepiava os mais insensíveis. Vi a Bamor subir a rampa pulando, ouvi o concreto cantando, senti a terra tremer. Foi na Fonte Nova que vi 110 mil pessoas vibrando a passagem para a final, que vi a torcida virando o jogo contra o Inter e encaminhado o time para nosso segundo título nacional. Foi lá que vi Raudinei fazer um gol no último minuto e uma explosão de alegria tomar conta do mundo.
O palco de tantos momentos bons está indo ao chão. E não é só concreto que estão derrubando. Naquelas vigas, corredores, cadeiras e arquibancadas têm muita emoção, alegria, tristeza, vida. E um bom pedaço da minha vida está lá. Podem construir a melhor arena do mundo, o meu coração jamais vai esquecer da velha Fonte Nova.

Veja aqui a simulação da demolição da Fonte Nova.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Tudo Começou Com o Controle Remoto

Como este é um assunto muito recorrente em minhas aulas, nunca é demais comentá-lo aqui no Cria. Antigamente, na televisão, programa era programa e intervalo era intervalo. Mas aí inventaram o controle remoto. Graças a este aparelhinho, diminuiu, e muito, o número de pessoas que continuavam ligados no canal durante o break comercial. Ficou mais fácil dar uma olhada na programação das outras emissoras. Ficou menos trabalhoso ter que suportar aquele blá-blá-blá de anunciantes. Para resolver este probleminha, os anunciantes, veículos e agências de publicidade criaram o "Product Placement", técnica que prevê inserção de marcas e/ou produtos em cenas de novelas, séries e filmes, comumente chamada no Brasil de merchandising.
Hoje, a realidade é bem diferente. No lugar de 5 canais, temos mais de 50 e ligar a TV para "zapear" virou um programa com muitos adeptos. Os anunciantes tiveram que se mexer de novo. A bola da vez é o desenvolvimento de conteúdo. A marca não entra em uma determinada novela, série ou filme. Ela desenvolve este tipo de conteúdo e tem total controle sobre a demonstração da utilização dos seus produtos. Tudo de uma forma muito sutil e discreta. O nome da nova técnica é "Branded Content" e já tem um novo exemplo no Brasil.
Trata-se da série "Tô Frito", da Nestlé, que terá 9 episódios exibidos na Band e na MTV. O vídeo abaixo, postado pela M&M Online explica melhor.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sem Palavras

Sou redator, adoro e defendo o texto, mas acima de qualquer coisa, a ideia. Dependendo da imagem, pra quê título? Essa campanha da DM9DDB pra Fedex ganhou prata e bronze no press de Cannes e emplacou na última edição da Archive. Sem nada escrito. A criação é de Arício Fortes e Max Geraldo.



quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um Atentado e Um Alento

O atentado - No dia 16 de julho de 1994, uma bomba explodiu na sede da AMIA (Asociación Mutual Israelita Argentina), matando 85 judeus.
O alento - Ontem, 13 de julho de 2010, um filme criado pela equipe de Jonathan Gurvit e Gastón Bigio, da Ogilvy, estreou na TV argentina.
Sem apelar, com uma linguagem simples e direta, a peça toca e mostra que a nação não esqueceu o horror do atentado. Mais um ponto para os hermanos. Sensacional.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Bahia Recall

Começaram ontem e vão até dia 9 julho, as inscrições para o maior prêmio da publicidade baiana. A campanha foi criada por mim, Edgar Santos e Wanderley Gomes, com produção da Bahia FX e Estúdio Mundo. Além dos dois filmes abaixo, a campanha ainda conta com cartazes, anúncios, e-mail mkt e um site, onde os interessados em inscrever peças encontram todas as informações sobre o prêmio.



quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cannes - Gran Prix em Press

17 anos depois, o Brasil volta a faturar um Gran Prix na categoria Press do maior festival da publicidade mundial. E o feito coube a Marcello Serpa, vencedor do último prêmio brasileiro em 1993. Vejam as duas peças abaixo. Primeiro a de 1993, criada com Nizan Guanaes, na DM9DDB, para o Guaraná Antártica Diet. Depois a desse ano, feita na AlmapBBDO, com André Kassu, Marcos Medeiros e Danilo Boer, para a Bilboard Brasil.